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Floração do Pau-Brasil

Setembro e outubro são meses de floração do Pau-Brasil! Fique de olho nas ruas da cidade, pois você pode se deparar com espetáculos como esse das fotos abaixo!

Floração do Pau Brasil
Foto: Eduardo Kita – Centro do Rio de Janeiro – 09/09/2019

O Pau-Brasil, Paubrasilia echinata, é uma árvore de crescimento lento e de médio porte, que pode chegar a mais de 12m de altura.

É uma das espécies recomendadas para plantio em calçadas de logradouros públicos pela Fundação Parques e Jardins do Rio de Janeiro.

Não é difícil reconhecer um Pau-Brasil: suas folhas são de um verde escuro de textura plastificada delicada. São compostas (possuem mais de folíolo) e bipinada (cada folíolo dá origem a vários foliólulos). Ou seja, o que parece ser a folhinha do Pau-Brasil, na verdade é uma pequena parte (foliólulos) da folha completa. Esses foliólulos tem um desenho curioso: eles se encostam na raquila (eixo central do folíolo) em toda extensão de suas bordas inferiores mas apenas se ligam a ela pelo seu nervinho.

Foliólulos do Pau-Brasil – Foto Eduardo Kita – 09/09/2019

As flores do Pau-Brasil têm quatro pétalas amarelas e uma central vermelha. Possuem um odor suave que atraem abelhas e borboletas. A floração do Pau-Brasil duram por volta de 15 dias.

Flores do Pau-Brasil – Foto Eduardo Kita – 09/09/2019

É uma planta endêmica do Brasil, nativa dos ecossistemas floresta estacional semidecidual, floresta ombrófila densa e restingas do bioma Mata Atlântica.

Devido ao grande valor econômico de sua madeira, está ameaçada de extinção na natureza. Então quem sabe, que ao plantar um Pau-Brasil na sua calçada ou terreno, você pode estar contribuindo com a dispersão de suas sementes e ajudando nos processos de restauração e preservação dos nossos ecossistemas naturais?

Conheça o banco de dados de espécies de plantas nativas do estado do Rio de Janeiro do Arquiflora.rio. Nele você encontra indicações e informações de muitas espécies nativas dos nossos ecossistemas que podem e devem ser usadas no paisagismo de edificações, ruas e praças da nossa cidade.

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Banco de dados de espécies de plantas nativas do estado do Rio de Janeiro

Uma das estratégias do Paisagismo Sustentável é o uso de plantas nativas da região em que se está implantando o projeto. O uso dessas plantas garante a manutenção da biodiversidade local e proporciona alimentação própria para a fauna nativa, inclusive para insetos que ajudam no controle das pragas. Essas plantas também se adequam mais facilmente ao regime de chuvas da região, diminuindo o consumo de água potável para irrigação.

Outro grande benefício do uso de plantas nativas é o cultural: a adoção dessas plantas no paisagismo, coloca as pessoas em contato com a natureza original da região em que habitam, e que muitas delas desconhecem.

O Rio de Janeiro está inserido no bioma da Mata Atlântica, tendo inúmeras espécies nativas fabulosas que podem ser usadas no nosso paisagismo. Pensando nisso, desenvolvi um banco de dados com as espécies de plantas nativas da flora do estado do Rio de Janeiro, já usadas no paisagismo nos dias de hoje.

Minha pesquisa foi correlacionar espécies de plantas indicadas em livros, sites e publicações sobre arborização e paisagismo, amplamente utilizadas por profissionais do meio, com os sites de entidades especializadas em botânica, como o Flora Brasil 2020 e o CNC Flora, ambos do Jardim Botânico do Rio de Janeiro.

O resultado é o banco de dados Plantas nativas do estado do Rio de Janeiro. Você pode acessá-lo aqui ou no menu superior do site. Navegue no banco através dos filtros apresentados na coluna da direita.

Uma observação importante: plantas para uso paisagísticos devem ser sempre adquiridas em produtores responsáveis. Não se deve, nunca, colher uma planta diretamente de um meio natural em que se encontra. Muitas plantas nativas da Mata Atlântica se encontram em perigo crítico de extinção, justamente por causa disso.

Essa pesquisa foi feita com base em literatura e sites especializados em Botânica e Paisagismo. Mas se você for usar as informações aqui contidas em projetos e trabalho científicos, recomendo que você acesse as fonte originais que utilizei, indicadas na página Bibliografia utilizada no site.